Meu avô é, sem dúvida, o maior exemplo que eu tenho na vida. Ele nunca ocupou nenhum cargo público, nunca buscou holofotes, mas dedicou boa parte da sua vida a ajudar quem precisava. Doava cadeiras de rodas para pessoas que não tinham condição de comprar, e fazia isso com uma naturalidade que me impressionava, como se ajudar fosse simplesmente o que se faz.
Aos oito anos, eu já tinha tanta admiração por ele que tentei convencê-lo a se candidatar a prefeito. Achava que, se todo mundo pudesse ver o que eu via, o mundo seria melhor. Ele riu, claro. Mas aquela vontade de fazer a diferença, de transformar a generosidade em ação concreta, ficou marcada em mim para sempre.
Mas além do meu avô, cresci cercada por pessoas que me ensinaram, cada uma à sua maneira, a olhar para o mundo com coragem e esperança.
Minha avó sempre me lembrava que não existem barreiras capazes de impedir quem está disposto a sonhar e realizar. Mesmo diante das dificuldades, ela me ensinou a seguir com alegria, acreditando que sempre é possível melhorar o mundo ao nosso redor.
Meu pai me ensinou algo que carrego comigo até hoje: quando alguém disser para você sonhar grande, aumente ainda mais o tamanho desse sonho. Corra atrás de algo maior do que parece possível. Porque, se você se dedica de verdade, as coisas acontecem.
E com minha mãe aprendi talvez a lição mais poderosa de todas: amar, cuidar e resolver. Ela sempre mostrou que a vida se constrói no compromisso com aqueles que amamos, no cuidado com a família e na disposição de enfrentar cada novo dia como uma oportunidade de fazer o bem e seguir em frente.